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quinta-feira, 11 de março de 2010

No seu ombro esquerdo

Já pensou tu, eu, uma garoa e um kitinete blasé em qualquer lugar do mundo, fazendo aquele amorzinho minimalista?
Perdão, sei do meu atraso, que nem se acaso eu chegasse na porta da tua casa dotado de todas as hortênsias vizinhas do mundo pedindo sinceras desculpas, daria tempo de voltar o tempo pra dizer que tu é meu vento, meu strudel de maçã, meu frappuccino da Starbucks, minha tatuagem, minha viagem de mochila pra Barcelona. Mas esse cara? Você quer me enganar, me omitir, se vingar, se enganar com esse aí na tua frente? Sério?

quarta-feira, 10 de março de 2010

Discutir a relação?

Pra onde vamos? Sim, para a cama. Sexo é transmissão, sintonia, translucidação. Conversar, não necessariamente
A coisa que mais me irrita no Big Brother são as plurais e náufragas discussões de relação, a famosa "DR". Como publicitário, acho o reality show um bom programa. Como cidadão, um desperdício de tempo. Agora, como namorado de alguém, uma má influência. Parece que cada palavra fora de lugar, cada suspiro mais acentuado, cada jogo de vôlei que pipoca na tevê merece um azimute conjugal. Intima-se o parceiro a depor.

terça-feira, 9 de março de 2010

O texto que não aconteceu

O cara ligou pra ela após deixá-la na porta, desajeitada, dizendo que lia sua vontade de beijá-lo nas mãos inquietas
No dia seguinte ficou sabendo que o cara escrevia. Merda. Pior, que escrevia sobre relacionamentos, amores possíveis e, droga, sobre sexo até. Tragédia, parece que lá no sitezinho discorria sobre suas peripécias amorosas, tanto as triviais quanto as de derramar leite, lágrimas ou dois dedos de uísque com uma pedra de gelo. Amanhã ou em dois dias, três no máximo, saberia o que ele achou do dia que dividiram, da sua mania de cumprimentar com a mão os vira-latas perdidos da rua, do tamanho de seu pé.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulheres!

Adoro mulheres porque dentro delas tem um despertador que não as deixa esquecer que sem amor não tem graça viver
Uma vez me perguntaram se meus textos não interferem na concórdia de meus relacionamentos. Respondi que dava os ombros, pois gostava muito mais de escrever que de mulher. Mentira. A pior de todas as minhas mentiras. Se ganho dinheiro escrevendo e o gasto com mulheres, tá claro. Damas primeiro.

domingo, 7 de março de 2010

Sobre garotas tangíveis

Não posso passar por minha máquina de lavar trepidante que lembro de uma de minhas "pernoquinhas rolicinhas"
 
Achei genial a capa da Playboy com a ex-BBB 10 Tessália. Pra quem não viu, nada além de seu rosto está estampado no fronte. Ok, há uma mangueirinha capciosa jorrando ironia acerca de todo contexto que envolve a famosa tuiteira e seus vulgos predicados por baixo dos panos. Mas o que me comoveu foi a sacada criativa, que esfrega uma verdade: nudez em si já não seduz mais o paladar.

sábado, 6 de março de 2010

Não, obrigado

Um cara não querer transar contigo não entra na sua cabeça? Se eu gostasse de tudo que mija sentado cultivava rãs
Observe este hipotético diálogo trivial, besuntado com a coragem que a fibra ótica dá, e tire suas próprias conclusões sobre homens, testosterona, machismo, estereótipos, opressão e sociedade. No messenger, ela começa:

sexta-feira, 5 de março de 2010

Credibilidade zero

Geralmente, mulheres aderem aos animais de estimação quando nenhum homem suporta sua presença
Certos naipes de mulher já vêm com credibilidade zero. Feministas, por exemplo. Retiro o que escreverei se alguém me citar uma feminista interessante, sem contar a Jane Fonda. Porque de resto, você junta todas elas - numa câmara de gás letal, quiçá - e não dá uma mulher inteira. Você a intimida para transar e ela diz "só por cima do meu cadáver". Se acaba aceitando o convite, você percebe que falava sério. Lembra bem um cadáver.
 
carascomoeu.com.br